Por Letícia de Gois – Estilista, Produtora e Especialista em Marketing de Moda.

 

Uma das características mais citada como essencial para quem trabalha ou deseja trabalhar com o sistema da moda, é a criatividade, no entanto, pouco se fala sobre a definição deste conceito e quase sempre passamos a percebê-lo como algo subjetivo e abstrato. Compreender de fato a criatividade é de extrema importância, e entender que ela são surge sem a conexão de nossas vivências, desejos e necessidades, é possível então que tracemos a criatividade como uma habilidade de solução de problemas, um fio condutor de esforços para atingirmos um objetivo individual ou coletivo.

Muitas pessoas citam com nostalgia a moda de décadas anteriores, ou a percebem como uma constante repetição de costumes, mas importante mesmo é percebermos que muitas vezes os apontamentos dos estilistas ao passado são uma forma CRIATIVA de nos transportar a uma determinada época ou nos alertar sobre alguma problemática que requer solução no HOJE, no nosso tempo.

Percebemos em relação ao Brasil nas duas últimas décadas uma busca constante por construir uma identidade de moda genuinamente brasileira e neste processo árduo e longo, se faz necessário que nos desvinculemos dos estereótipos e conceitos importados de outros costumes e culturas e que encontremos nas nossas próprias referências e necessidades.

Na última semana, Ronaldo Fraga, um dos principais nomes da moda brasileira que traz em seu histórico criativo uma belíssima e consistente abordagem sobre, quem somos cultural e socialmente, trouxe as passarelas um retrato de uma moda e de um país que clama por mudanças, por atitude, reflexão e muita criatividade de toda uma sociedade para se transformar ativa e profundamente.

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